sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Massagem perineal


Recentemente fui questionada sobre os efeitos da massagem perineal na episiotomia. Não me restam duvidas de sua grande eficácia na prevenção da episiotomia.
A luta contra a episiotomia eletiva é necessária. Buscamos baixos índices para as episiotomias necessárias e a massagem perineal pode contribuir para evitá-la.

A episiotomia é um corte, uma incisão, realizada no parto vaginal para facilitar a passagem do bebe. Este corte passou a ser usado de forma eletiva quando médicos entenderam que era melhor suturar um único corte regular do que colocar em risco uma laceração natural irregular e em alguns casos até bilateral.

Realizado na região da entrada da vagina, intróito vaginal, ele atinge tecido muscular perineal. Atualmente um movimento contra episiotomia vem acontecendo, por entender que suas consequências são piores do que teoricamente ela seria capaz de prevenir.

A massagem perineal vem embasada em artigos científicos como forma de preparar o períneo para a passagem no bebe sem causar uma laceração comprometedora e sem lesionar os tecidos perineais envolvidos.

Gosto de enfatizar que o principio básico da massagem já é um grande fator para evitar a episiotomia, contribuindo com o aumento da circulação na região e com isso melhorando o aporte sanguíneo, o que significa levar mais nutrientes e oxigenação para as células dos tecidos que envolvem o períneo. Assim temos mais condições para o relaxamento e alongamento deste tecido no momento da passagem do bebê.


A orientação de usar óleos corporais para a massagem não me deixa segura, pois qualquer alteração no PH vaginal ocasionada pela química desses produtos pode trazer desconfortos desnecessários para a gestante. Sempre oriento que a própria lubrificação da vagina, normalmente aumentada no período gestacional, seja já o suficiente para proporcionar o deslizamento dos dedos para realizar os movimentos da auto-massagem.









Uma empresa portuguesa lançou no mercado uma pomada para auxiliar nesta massagem, a ELASTOLABO promete "aumentar a elasticidade dos músculos e tecidos das paredes pélvicas durante a massagem perineal, o que reduz o risco de traumas e episiotomias durante o parto.
Em sua composição a pomada trás elastina, lubrificante e relaxantes, que atuam sobre as fases de recuperação elástica e extensibilidade do tecido".


Na pagina da empresa encontramos um vídeo com orientações sobre a massagem perineal, vale a pena ser visto. Em consultório a orientação é individual e personalizada.


* SEMPRE CONSULTE A OPINIÃO DO SEU MÉDICO ANTES DE INICIAR QUALQUER TIPO DE TERAPIA OU USO DE MEDICAMENTO.
** EM CASO DE DÚVIDAS SOBRE A MASSAGEM ENTRE EM CONTATO. SERÁ UM PRAZER ESCLARECE-LAS.


domingo, 22 de setembro de 2013

Os músculos do assoalho pélvico durante o parto normal


Os músculos do assoalho pélvico têm um papel importante no trabalho de parto, para isso a consciência da musculatura perineal é de suma importância.
O aumento do peso sobre esta musculatura durante a gestação vai colocar esta região perineal em teste. Logo um assoalho pélvico forte irá sustentar o peso dos seus orgãos abdominais e manter esta musculatura saudável após o parto.

O controle da coordenação destes músculos também é importante, esta musculatura deve contrair e relaxar corretamente e o controle entre estes movimentos antagônicos necessitam de uma boa coordenação trabalhada com exercícios voluntários através do biofeedback e involutários através da eletroterapia.



 Mas como realizar estes movimentos sem ter consciência perineal?

Na hora do trabalho de parto ativo como realizar uma expulsão eficiente sem ter controle desta musculatura?





Vamos realizar um teste?
Eleve seu braço e o mantenha elevado. Neste momento você realizou a contração de alguns músculos e o alongamento de outros. Sustente por alguns instantes e perceba a sensação de cansaço que você irá sentir após alguns minutos.

Agora imagine isso transferido para o seu assoalho pélvico?!?!
Seu braço realiza este movimento desde quando você era um bebê, com isso você realiza este movimento de forma automática. Você já tem consciência desta musculatura, já tem coordenação e tem força o suficiente para realizar e sustentar este movimento.

Já o seu assoalho pélvico nem sempre terá esta mesma condição. Para isso é possível realizar um teste do períneo, observar se ocorre contrações e após este teste iniciar uma rotina de exercícios perineais diariamente.

Na gestação os exercícios de expulsão são realizados trabalhando o tempo de sustentação desta força de expulsão, a coordenação deste movimento e o controle de contração da musculatura acessória (abdome, glúteo e coxa).

Uma musculatura pélvica saudável e bem trabalhada pode diminuir o tempo do trabalho de parto, minimizar os efeitos do parto causados nesta musculatura e deixar seu assoalho pélvico recuperado para uma próxima gestação.

* Nunca realize um exercício se houver dúvida, entre em contato estarei disponivel para esclarecimentos.

** Consulte sempre seu médico antes de seguir qualquer orientação, mesmo que de outro profissional da saúde.

Teste seu períneo

Muitas mulheres não apresentam consciência da musculatura perineal, com isso não se torna possível realizar exercícios de forma eficiente. Sendo assim é importante localizarmos o corpo do períneo e realizar um teste.
Sentada coloque as mãos entre as suas pernas tocando a região perineal e realize contrações com sua vagina, perceba se há movimentação ou não.
É possível que você fique na dúvida, então para isso podemos fazer um outro teste?
Toque o seu corpo do períneo com o dedo indicador. Vamos lá! Deitada em posição ginecológica, aquela em que a gente fica com as pernas flexionadas e de barriga para cima, entendeu? Toque a sua vagina e localize o corpo do períneo. Ele se encontra entre a entrada da vagina e o ânus. Como se pode observar na figura abaixo.

Você irá realizar apenas um toque, sem imprimir força, apenas toque esta área e observe a sua movimentação durante uma contração lenta do seu assoalho pélvico. Contraia lentamente como se estivesse segurando para não soltar o xixi. Perceba se há movimentação dos músculos do perineo. Relaxe a musculatura e realize uma contração novamente. Observe.
Se houver contração PARABÉNS! Você faz parte de um pequeno grupo de mulheres que tem consciência perineal.
Se NÃO houver movimentação nenhuma ou uma movimentação muito suave, NÃO SE PREOCUPE! Você faz parte de um grande grupo de mulheres que não tem consciência da musculatura perineal ou que tem um baixo grau de força que não consegue realizar uma contração adequada. Com isso não consegue realizar os exercícios perineais com um simples comando de voz. Neste caso, é necessário trabalhar mais esta musculatura com exercícios de contrações lentas e contrações rápidas.
Algumas mulheres conseguem melhorar esta percepção sozinhas. Usando os exercícios durante aulas de Yoga, Pilates ou mesmo sozinha em casa. Porém existe um trabalho especifico realizado por fisioterapeutas especialistas em fisioterapia pélvica que poderão intensificar sua força, trabalhar sua coordenação e deixá-la apta para realizar estes exercícios sozinha, de forma correta e saudável.
Procure por um profissional capacitado e se informe com seu plano de saúde, atualmente muitos planos de saúde estão oferecendo profissionais especializados.

* Nunca realize um exercício se houver dúvida, entre em contato estarei disponível para esclarecimentos.

** Consulte sempre seu médico antes de seguir qualquer orientação, mesmo que de outro profissional da saúde.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sistema linfático e a oncologia


A função primária do sistema vascular linfático é a drenagem e o transporte
de fluido linfático e suas partículas para dentro do sistema venoso. Adicionalmente, o sistema linfático é uma parte importante do sistema imunológico. Os vasos linfáticos do intestino delgado tem uma função adicional de absorver e carregar gorduras nutritivas dos intestinos.

O objetivo da Drenagem Linfática Manual e da Terapia Compressiva é melhorar a drenagem comprometida ou restabelecê-la. Uma condição imprescindível para se utilizar efetivamente os métodos de terapia, é conhecer a anatomia, fisiologia e fisiopatologia do sistema vascular linfático.

O Sistema Vascular Linfático (SVL) é um sistema de drenagem. Ele transporta linfa para dentro do sistema sangüíneo venoso. Como nas veias, válvulas unidirecionais regulam o fluxo nos maiores vasos linfáticos.

Apesar dos vasos linfáticos geralmente correrem paralelamente às veias e terem uma constituição similar, vasos sanguíneos e linfáticos são diferentes em alguns fatores importantes.

A circulação linfática não é fechada, diferente da circulação sanguínea, os vasos formam uma ligação entre os capilares linfáticos e os grandes vasos do sistema venoso. No sistema circulatório, o coração funciona como uma bomba para a circulação sistêmica e pulmonar. Já no sistema linfático transporta sua linfa através de sua própria ação de bomba, não existindo uma bomba central.

A linfa é um fluido derivado do sangue, porém se localiza entre as células fora dos capilares sanguíneos. Sua função é promover a troca de fluidos entre os capilares sanguíneos e os tecidos do corpo. Entre estas trocas os tecidos recebem nutrientes e se livram do lixo metabólico.

Importantes Grupos de Linfonodos e suas Regiões Tributárias

Axilares:braço, cintura escapular, quadrante superior do tronco (pele, músculos do tórax, glândula
mamária).


Cubitais pele da mão e do antebraço, articulações, ligamentos, ossos e músculos do antebraço.
 

Paraesternais Porção medial da glândula mamária, parede torácica, porção superior da parede abdominal, pleura.

Cervicais superiores: Todos linfonodos da cabeça e pescoço, incluindo superficiais (linfonodos cervicais superficiais) e profundos (linfonodos cervicais profundos).
 

Supraclaviculares: Linfonodos coletores de todo o pescoço e cabeça; cintura escapular superior à clavícula e espinha escapular, porção cranial da glândula mamária, glândula tireóide, e partes do esôfago e glândulas salivares. Metástases de órgãos distantes têm a possibilidade, devido às conexões cruzadas dos  grandes vasos linfáticos, de fluir para dentro do ângulo venoso. Exemplo: câncer de estômago no sulco clavicular esquerdo.

FONTE: LEHRBUCH DER LYMPHOLOGIE für Mediziner und Physiotherapeuten –
M. Földi , S. Kubik – 4.,neubearbeitete Auflage – Gustav Fischer. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A busca por informação e seus equivocos.

Algumas pacientes chegam ao consultório relatando ter consciencia perineal e serem praticantes dos exercícios do assoalho pélvico. Porém muitas informações erradas circulam no meio virtual e com isso a disseminação de práticas incorretas tomou grandes proporções. Fato esse que atinge muitas mulheres levando a consequências patológicas.

Prática como forçar o jato de urina no momento da micção não é um exercício correto. Ao contrário, esta prática pode prejudicar a musculatura do assoalho pélvico e interfere de forma direta na fisiologia da micção alterando todo o funcionamento natural do organismo no momento da eliminação de urina.

Outra orientação incorreta é interromper o jato de urina como se isso fosse fortalecer a musculatura pélvica. Na verdade esta prática pode provocar um refluxo da urina o que levará a constantes infecções urinárias. O correto é deixar o jato de urina sair naturalmente e de forma contínua.

Contrair e relaxar a musculatura pélvica pode até parecer uma atividade simples, porém vários autores em estudos cientificos observaram e concordam que a maior parte dos homens e mulheres submetidos a testes não contraem de forma eficaz a musculatura pélvica.

O equilibrio entre contrair, relaxar, sustentar a contração, exercer a força de expulsão, são exercícios que devem ser determinados por um profissional capacitado. E somente prescritos após avaliação minuciosa sobre a função muscular pélvica e o comportamento do organismo do paciente no momento da micção.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Como saber sobre o momento certo de tirar a fralda da criança

Muitos pais se perguntam qual o momento certo de tirar a fralda do filho. Muitos se preocupam tanto que acabam deixando a criança estressada e atropelando o curso normal do seu desenvolvimento. Veja aqui algumas dicas no passo a passo.

Passo a passo:

1. A criança por volta dos dois anos já começa a ter controle dos esfíncteres. Ela está saindo, segundo Freud, do período oral (fase em que leva tudo à boca) para entrar na fase anal (período em que descobre as fezes).

2. A criança sente interesse pelo que se desprende do seu corpo e para ela isto é o máximo. É como se dissesse “nossa isto saiu de mim!”, “Eu produzi isto!”. Muitas vezes a criança sente vontade de manipulá-las, aí entra a nosso papel de impedi-la e ensiná-la que isto não é correto. Porém, isto não deve ser levado ao extremo, já que poderá causar mais tarde uma neurose obsessiva por limpeza, segundo Freud.

3. Ofereça, nesta fase, massa de modelar, argila para que ela possa manipular estes objetos e não queira manipular as fezes .

4. Nesta fase dos dois anos você poderá começar a deixar seu filho sem fraldas durante o dia. Não se apresse em tirar a fralda noturna ainda.

5. Compre um vasinho tipo privadinha com tampa, assim ele se sentirá orgulhoso por estar usando um parecido com os dos pais, ou compre um adaptador para seu vaso.

6. Mesmo que a criança já saiba pedir para ir ao banheiro, é perfeitamente normal, no início, que a criança faça xixi ou cocô nas calças. Portanto, um alerta: esteja preparada para isto, do contrário, se você demonstrar irritação, você só ajudará seu filho a regredir e, no futuro, poderá ter danos sérios em seu comportamento.

7. Ensine a criança a pedir para ir ao banheiro quando sentir vontade. Insista nesta idéia, mas não de forma ameaçadora, e sim como uma parceira do seu desenvolvimento.

8. Uma dica é de em uma em uma hora perguntar se a criança está com vontade de ir ao banheiro. Depois ela mesma já irá pedir.

9. Quando perceber que já há um maior controle, é hora de começar a tirar a fralda noturna.

10. Comece a verificar se a fralda está amanhecendo sequinha. Se sim, é uma boa notícia. Se não, espere mais um pouco.

11. Retire a fralda antes de dormir. Explique para ela que irá retirar a fralda e por isso ela deverá fazer xixi no vaso antes de dormir.

12. Geralmente as crianças tomam uma última mamadeira por volta das 22h. Pegue a criança e leve-a para urinar após a mamada, no vasinho ou na tampa adaptável. Crianças, mesmo dormindo, conseguem urinar. Algumas pessoas utilizam a técnica de deixar a água da torneira ligada, mas cuidado pois você não poderá não ouvir o barulho do xixi e ficará na dúvida se ela fez realmente. Você pode sussurrar no ouvido da criança um "xiiiixiiii".

13. Mesmo que ela passe dias sem fazer xixi à noite, é normal que aconteça de fazer novamente. Um sonho ruim, medo do escuro e outros motivos podem contribuir para que isto aconteça. Se isto acontecer, pegue um saco - pode ser daqueles de lixo grande -, abra-o no meio e forre o colchão na altura da cintura para baixo, coloque o lençol por cima. É provável que isto se repita nos próximos dias.

14. Se a criança, com mais de cinco anos, persistir em urinar na cama, comece a observar o que está acontecendo. Filmes, jogos agressivos de computador, um coleguinha ameaçando-o, são algumas coisas que podem deixá-lo com medo, fazendo com que não consiga segurar a urina. Há também casos de problemas no sistema urinário. Uma ida ao urologista para tirar a dúvida é muito importante.

Atenção:

1. Lembre-se: paciência e cumplicidade são as armas fundamentais para esta vitória. Não tente atropelar o desenvolvimento da criança. Não a agrida verbalmente nem fisicamente, você só irá deixar a criança mais nervosa e com o sentimento de incapacidade. Faça sempre elogios diante de cada conquista, e se caso ela falhar diga: "da próxima vez você consegue!".

Lembre-se que se o desenvolvimento da criança não ocorrer de forma satisfatória, poderá haver problemas em relação à sexualidade na fase adulta.
FONTE: http://www.uropedjf.com.br/artigo_det.php?cod_noti=584

terça-feira, 22 de maio de 2012

Os estudos no mundo sobre o Laser Fotona e sua atuação na ginecologia.

"Alguns dos problemas de saúde mais comuns entre as mulheres são causados ​​por uma deterioração da mucosa vaginal, causando frouxidão, elasticidade e impermeabilidade das membranas mucosas levando a um relaxamento vaginal, a perda de gratificação sexual e podendo levar a incontinência urinária de esforço. Recentemente, dois novos tratamentos minimamente invasivos e não-ablativos foram introduzidos na medicina através do uso do laser  Er: YAG.
Laser Fotona

A técnica denominada IntimaLaseTM é a terapia vaginal de aperto e a técnica denominada IncontiLaseTM é terapia para casos de incontinência urinária. Ambas apresentam potencial para se tornar uma ótima solução para muitas mulheres que sofrem destes problemas.  

As técnicas destes tratamento conseguem explorar o efeito fototérmico do laser sobre o tecido da mucosa, a fim de fazer o encolhimento sem qualquer remoção do tecido. O impacto global e da carga sobre o organismo do paciente é, assim, mínima, em oposição a tratamentos de padrões clássicos mais invasivos de laser ou procedimentos cirúrgicos.


Os resultados iniciais de estudos em vários centros clínicos da IntimaLaseTM e os tratamentos IncontiLaseTM estão sendo apresentados. Todos os cinco centros envolvidos nos estudos dos resultados do tratamento IntimaLaseTM apresentam um relatório positivo, ou seja, uma melhora na sensação de aperto vaginal para a grande maioria dos pacientes tratados, com praticamente nenhum efeito adverso.


Da mesma forma, todos os quatro estudos sobre a melhoria IncontiLaseTM tratamento mostram resultados positivos na incontinência urinária de esforço (IUE) para a grande maioria das pacientes tratadas. Muitas pacientes com IUE leve relataram tornar-se livre de sintomas de incontinência após o tratamento. Não foram observados efeitos adversos deste tratamento relatado em qualquer um dos estudos.

Com base nestes resultados clínicos iniciais, os novos tratamentos ginecológicos, IntimaLaseTM e IncontiLaseTM, são promissores para se tornar uma solução minimamente invasiva de escolha para muitas mulheres que sofrem de síndrome de relaxamento vaginal ou incontinência urinária de esforço."


FONTE: Zdenko, V.; Rivera, M.; Fistoni
ć, I.; Saraçoğlu, F.; Guimares, P.; Gaviria, J.; Garcia V.; Gonzalez, A.; Lemmo, A.; Herrera, S.; Rodriguez, Z.; Lukac M.; Perhavec, T.; Marini, L.; Novel Minimally Invasive VSP Er:YAG Laser Treatments in Gynecology 

O artigo:
J. Laha, vol. 2012, n º 1.
Recebido: 25 de abril de 2012; Aceito: 07 de Maio de 2012.© Laser e Saúde Academia. Todos os direitos reservados.Impresso na Europa. www.laserandhealth.com

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Laserterapia para alargamento vaginal e incontinência.



A Incontinência urinaria e as queixas de sensação de alargamento vaginal acometem as
mulheres numa escala progressiva com idade

Nos E.U.A perto de 33 milhões de pessoas sofrem de incontinência Urinaria .Perto de 17%
das mulheres sofrem esta queixa chegando a percentuais de 34% a 46% nas pacientes entre
70- 80 anos. Toda perda urinaria involuntária, seja por estímulos, como tosse, espirro, peso,
agachamento e relações sexuais, definem este quadro que promove perda de qualidade de
vida, criando distanciamento do convívio social e sexual. Muitas mulheres já se submeteram
a cirurgias sem os resultados desejados ate a toxina Botulínica( Botox) ´ utilizado e aprovado
pelo FDA Americano nos casos de bexiga hiper-reativa.

Todos os procedimentos como cirurgias de Períneo, Colocação de telas, aplicação de Botox
na Bexiga,exigem internação, anestesias e afastamento de afazeres profissionais por mais
de 21 a 40 dias. Da mesma forma o alargamento Vaginal, seja por partos vaginais normais,
pela atrofia dos músculos do períneo, ou mesmo falta de atividades voltada a musculatura
do assoalho pélvico,vem se tornando uma queixa nos consultórios e responsável pelas
inadequações sexuais e ate mesmo dificuldades de resposta orgásmica na mulher e no
homem.

O laser de Erbium fracionado, Laser de Co2 Fracionado, são grupos de equipamentos de
ultima geração, que são utilizados em diversas indicações de rejuvenescimento facial, corporal,
genital , com aplicações cada vez mais efetiva e com menor incidência de efeitos adversos
pelas novas tecnologias incorporadas.

Há mais de 2 anos surgiu na Croacia e na Argentina o desenvolvimento da técnica e agora
com novos equipamentos adequados para promover a melhora destas queixas femininas, a
aplicação dos laser de Erbium YAG fracionado.

Este procedimento é feito sem nenhum desconforto , somente utilizando anestésicos
tópicos, com duração de 15 a 20 minutos, sem nenhum meio invasivo, sem internação e sem
interromper os afazeres profissionais ou atividades físicas, no próprio consultório ou regime
ambulatorial sem internação, obtem se resultados surpreendentes.

As mulheres submetidas a este procedimentos não apenas revelam melhora dos sintomas
da incontinência urinaria , mas também da melhora dos alargamentos vaginais, percebidos
inclusive pelos parceiros sexuais onde se verificam uma diminuição dos diâmetros do canal
vaginal, deixando o mais estreito alem dos resultados das perdas urinaria ficarem no
passados

Em nossa experiência, o resultados são obtidos com apenas uma sessão em mais de 80%
dos casos. Fundamental é fazer um bom estudo, com a realização do estudo Urodinamico,
(Estudo da dinâmica da micção e da perda urinarias), Urocultura, Cistoscopia( endoscopia da

bexiga), avaliação ginecológica, medição do Perineometro (que mede a forca da musculatura
do assoalho pélvico). Após esta avaliação previa, o procedimento é planejado.Deve abter- se
de atividade físicas pesadas como academias, caminhadas por 24 horas , abstinência sexual
por 7-10 dias.O s resultados podem ser percebidos por volta de 30 a 45 dias.

A melhor forma de avaliação é a opinião e satisfação dos parceiros masculinos, que são os
primeiros a se beneficiarem com uma aumento do atrito e do contato vaginal pela redução de
calibre da vagina .

Esta nova abordagem terapêutica minimamente invasiva , revoluciona toda historia da
incontinência urinaria devolvendo a mulher a chance de uma qualidade de vida sem sacrifícios
para se ver livre desta queixa.

TEXTO: Dr Paulo Guimarães - Ginecologista
              Médico diretor da Gynelaser
              CREMEC 11320 / CRMDF 18663 / Tego 582/95

sábado, 14 de abril de 2012

Exercício recomendado para gestantes.

Para qualquer fase da gestação temos exercícios que podem aliviar as dores características da gestação. Cada fase tem sua particularidade e por isso os exercícios devem ser adaptados, respeitando também os sinais e sintomas de cada gestante.
Um exercício muito recomendado e utilizado em todas as fases é a respiração associada ao movimento da coluna.
Em palestras e cursos para gestantes este exercício sempre é citado.

Na primeira posição inicie uma inspiração puxando o ar pelo nariz enquanto realiza o movimento.  Empine o bumbum para cima, forçando a coluna lombar para baixo em direção ao chão e levante a cabeça. Sinta que seu abdômen irá alongar. Vá apenas até seu limite confortável, não há necessidade se forçar o alongamento. Inspire lentamente enquanto realiza este movimento.

Na segunda posição faça o movimento contrario.  Retraindo o bumbum para dentro do quadril e elevando a coluna lombar para cima, deixando a coluna bem redonda. Realize este movimento fazendo um expiração, soltando o ar pela boca. Alongue sua coluna, isso trará alivio para os desconfortos lombares causados pela alteração posturas da gestação.

Mantenha a respiração constante, tranquila, inspirando sempre pelo nariz e expirando pela boca.
Na terceira posição relaxe alongango a coluna.





* Nunca realize um exercício se houver dúvida, entre em contato estarei disponivel para esclarecimentos.

** Consulte sempre seu médico antes de seguir qualquer orientação, mesmo que de outro profissional da saúde.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Aleitamento materno: O DESMAME

O desmame pode ser agrupado em quatro categorias básicas: abrupto, planejado ou gradual, parcial e natural. Sob a ótica de que o desmame é um processo de desenvolvimento da criança, parece razoável afirmar que o ideal seria que ele ocorresse naturalmente, na medida em que a criança vai adquirindo competências para tal.
No desmame natural a criança se auto-desmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano. Costuma ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como por exemplo em uma nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que se altera, e o volume, que diminui). 
A mãe também participa ativamente no processo, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para aceitá-los e impondo limites adequados à idade. O Quadro 1 apresenta os sinais indicativos de que criança pode estar pronta para iniciar o desmame:


Quadro 1. Sinais sugestivos de que a criança está madura para o desmame

• Idade maior que um ano

• Menos interesse nas mamadas

• Aceita variedade de outros alimentos

• É segura na sua relação com a mãe

• Aceita outras formas de consolo

• Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais

• Às vezes dorme sem mamar no peito

• Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar

• Às vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe ao invés de mamar

É importante que a mãe não confunda o auto-desmame natural com a chamada “greve de amamentação” do bebê. Esta ocorre principalmente em crianças menores de um ano, é de início súbito e inesperado, a criança parece insatisfeita e em geral é possível identificar uma causa: doença, dentição, diminuição do volume ou sabor do leite, estresse e excesso de mamadeira ou chupeta. Essa condição usualmente não dura mais que 2-4 dias.

Algumas vantagens do desmame natural encontram-se no Quadro 2:


Quadro 2. Vantagens do desmame natural

• Transição tranqüila, menos estressante para a mãe e a criança

• Preenche as necessidades da criança até elas estarem maduras para o desmame

• Fortalece a relação mãe-filho

• Ajuda a mãe a ser menos ansiosa com relação aos estágios de desenvolvimento de seu filho

O desmame abrupto é desencorajado, pois se a criança não está pronta, ela pode se sentir rejeitada pela mãe, gerando insegurança e muitas vezes rebeldia. Na mãe, o desmame abrupto pode precipitar ingurgitamento mamário, bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de tristeza ou depressão, por luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.

Muitas vezes a mulher se depara com a situação de querer ou ter que desmamar antes de a criança estar pronta. Nesses casos, o profissional de saúde, em especial o pediatra, deve respeitar o desejo da mãe e ajudá-la nesse processo. O quadro 3 apresenta os fatores que facilitam o encorajamento do bebê para o desmame.


Quadro 3. Encorajando o bebê a desmamar: facilitadores

• Mãe segura de que quer (ou deve) desmamar

• Entendimento da mãe de que o processo pode ser lento e demandar energia, tanto maior quanto menos pronta estiver a criança

• Flexibilidade, pois o curso é imprevisível

• Paciência (dar tempo à criança) e compreensão

• Suporte e atenção adicionais à criança – mãe não deve se afastar neste período

• Ausência de outras mudanças ocorrendo: Ex.: controle dos esficteres

• Sempre que possível, desmame gradual, retirando uma mamada do dia a cada 1-2 semanas.

A técnica utilizada para fazer a criança desmamar varia de acordo com a idade da mesma. Se a criança for maior, o desmame pode ser planejado com ela. Pode-se propor uma data, oferecer uma recompensa e até mesmo uma festa.

A mãe pode começar não oferecendo o seio, mas também não recusando. Pode também encurtar as mamadas e adiá-las. Mamadas podem ser suprimidas distraindo a criança com brincadeiras, chamando amiguinhos, entretendo a criança com algo que lhe prenda a atenção.
A participação do pai no processo, sempre que possível, é importante. A mãe pode também evitar certas atitudes que estimulam a criança a mamar, por exemplo, não sentar na poltrona em que costuma amamentar.
  
FONTE: Sociedade Brasileira de Pediatria.
Trechos do texto escrito por: Dra. Elsa Regina Justo Giugliani*

*Pediatra, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, Especialista em Aleitamento Materno pelo IBLCE (International Board of Lactation Consultant Examiners)


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Recursos fisioterapêuticos utilizados na terapia da saúde da mulher

A fisioterapia encontra no mercado aparelhos modernos que auxiliam na avaliação e no tratamento da musculatura do assoalho pélvico.

Nesta área de aparelhos modernos contamos com a presença do Miotool Uro, eletromiógrafo de superfície da Miotec® especialmente desenvolvido para os profissionais que atuam na área de reabilitação dos músculos do assoalho pélvico, pois o equipamento fornece informações valiosas sobre a musculatura do paciente, ajudando-o a melhorar a execução dos exercícios de reabilitação, através de estímulos visuais e sonoros (Biofeedback).


A utilização do sensor de eletromiografia na musculatura acessória é importante para evitar um erro comum que as pessoas cometem ao serem instruídas para contrair os músculos do assoalho pélvico, que é a contração dos músculos abdominais. Com o Biofeedback em ambas musculaturas, a paciente pode aprender a contrair os músculos forma correta.


A cinesioterapia para o assoalho pélvico compreende os exercícios para a normalização do tônus muscular e a melhora da propriocepção desta musculatura.

É empregada tanto para o fortalecimento de áreas hipotônicas como para o relaxamento de áreas hipertônicas.

As sessões são realizadas através de cones vaginais com orientações para exercícios em casa, a fim de manter o resultado do trabalho realizado nas sessões em consultório.


A eletroterapia é realizada através do Dualpex 961 Uro, um aparelho versátil e eficaz para o tratamento uroginecológico. Controlado por microprocessador é indicado pra o tratamento de instabilidades vesicais, incontinências urinárias, prolapsos, períneos dolorosos do pós-parto ou pós-operatório.



O Perina, um aparelho de biofeedback, atua através da técnica de propriocepção. O equipamento oferece às pacientes informações visuais sobre a musculatura perineal, permitindo assim um melhor conhecimento do assoalho pélvico a fim de exercitá-lo, sendo capaz de estimular os músculos e melhorar a resposta às contrações.

Além destes recursos, ainda contamos com a terapia comportamental. Realizada através de diários miccionais, orientações sobre postura na hora da miccção e horários de intervalos.

Cada terapia é selecionada de acordo com cada caso.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A logomarca com o desenho de uma borboleta foi resultado do trabalho carinhoso da amiga publicitária Bruna Daibert. Amiga que acompanhou toda a minha trajetória desde o inicio da graduação e muito me emocionou quando me apresentou esta logomarca, colocando que associava a imagem da  metamorfose vivida pelas borboletas a minha  transformação profissional em busca do meu sonho em trabalhar com mulheres e me especializar cada vez mais nesta área.

A idéia de escrever este Blog surgiu da necessidade de transmitir informações de forma mais clara para as minhas queridas gestantes e pacientes em geral. Muitas vezes no meu dia-a-dia repito as informações escritas aqui e sempre sugiro que minhas pacientes leiam o Blog para ver se surgi alguma dúvida fora o que já foi falado em consultório. Com isso, acredito que consigo levar mais informação à elas e ajudá-las a atingir seu objetivo de forma mais prática e rápida.

Me ajude a escrever este Blog colocando suas dúvidas sobre os assuntos já abordados e sugerindo novos temas.

Trabalhar com que amo fazer é uma dádiva. Agradeço a Deus por isso todos os dias.
Sou muito grata pela confiança de todas que já passaram por mim. 
Começo o ano de 2012 desejando contribuir ainda mais com cada uma que me procurar. Porque todas vocês se tornam muito especial pra mim, me ajudando a construir esta história.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Exercícios fisioterapeuticos para gestantes hipertensas.

Tradicionalmente os médicos ainda aconselham a suas pacientes que praticam exercícios físicos a reduzir os níveis de exercícios durante a gravidez e desencorajam as mulheres sedentárias a iniciar um programa de exercícios nesta fase. Hoje já não resta dúvida de que há segurança em praticar atividade física de uma forma geral durante a gravidez.
No período gestacional, muitas mulheres deixam de praticar exercícios e ou atividades físicas devido à vários fatores como: náuseas, fadiga, risco à saúde materna e ou fetal. De acordo com um estudo de 2004 que analisou um grande banco de dados, apenas 15,8% das mulheres grávidas praticam regularmente uma atividade física.

As intercorrências clínicas materno-fetais estão relacionadas à gestação de alto risco que ocorrem entre 10 a 22% das gestantes e são caracterizadas por síndromes hipertensivas gestacionais (SHG), que podem ser classificadas em hipertensão crônica (HC), pré-eclampsia/eclampsia (PE), pré-eclampsia sobreposta à hipertensão crônica (PSHC) e hipertensão gestacional (HG)

A pré-eclampsia é uma doença específica da gravidez marcada por hipertensão e proteinuria. A hipertensão arterial em mulheres grávidas constitui um dos principais problemas da obstetrícia contemporânea, sendo uma das principais causas de mortalidade e morbidade, perinatal.

Um dos fatores de risco para doenças cardiovasculares relacionadas com a obesidade, hipertensão e diabetes mellitus tipo 2, é a falta e ou a inatividade física.

A constante preocupação com a saúde nos dias de hoje, faz com que a cada dia mais as mulheres busquem na atividade física uma forma de melhorar sua qualidade de vida. Contudo na gestação o nível de intensidade dessas atividades deve ser ponderado e para isso foi preciso estabelecer os limites seguros.

Para que um tratamento preventivo obtenha êxito é muito importante que a gestante seja acompanhada por um profissional capacitado e habilitado para prescrever uma atividade física segura.

Há controvérsias quanto aos limites seguros da prática de atividade física. Bem como freqüência cardíaca e tempo de duração do exercício. 

Segundo o Guia Canadense para exercícios na gravidez, os limites conservadores na taxa máxima de pulso deve ser até 140 bpm e a duração dos exercícios com o tempo máximo de 15 minutos, podendo incluir nestes parâmetros gestantes ativas e inativas pré gestação.

O conceito de segurança para exercícios diferem entre as mulheres grávidas, levando em consideração a necessidade de contra-indicações médicas, absoluta e relativa. Antes de se envolver na prática da atividade física faz-se necessário a avaliação de um profissional da saúde qualificado, para avaliar exames médicos e atestados médicos.

Texto escrito Andréa Bortolazzo com a colaboração da fisioterapeuta Danieli Malschik

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Aleitamento materno.

O aleitamento materno é muito importante para o bom desenvolvimento do bebê. Muitas dúvidas surgem em relação a amamentação desde como cuidados das mamas durante a gestação até a fase final da amamentação com a introdução de alimentos.
Aqui iremos abordar aos poucos cada uma dessas dúvidas. Começando com as orientações principais sobre freqüência de amamentação e posição para amamentar.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza o aleitamento materno de livre demanda, ou seja, toda vez que o bebê demonstrar desejo. Porém, alguns pequenos são muito dorminhocos e precisamos nos lembrar que segundo os pediatras de modo geral, no primeiro mês de vida o bebê deve mamar com intervalos de no máximo 3 horas durante o dia e a noite não devendo passar de 4 horas de intervalo.

Também é recomendado pela OMS:
        - iniciar amamentação até 1 hora após o parto para incentivar o reflexo de sucção do bebê favorecendo uma boa pega. Ato do bebê abocanhar o mamilo dos seios materno.
        - amamentar exclusivamente nos 6 primeiros meses (180 dias) de vida.
        - após este período, oferecer alimentos complementares nutritivos e seguros a todas as crianças.
        - continuar a amamentação até os 2 anos de idade ou mais.

A amamentação proporciona uma nutrição de ótima qualidade e assim um crescimento ideal. O leite materno oferece proteção contra mortalidade infantil, protegendo contra infecções e alergias, favorecendo o desenvolvimento e a criação de vínculos afetivos.

Para a OMS é importante colocar os bebês em contato pele a pele com suas mães imediatamente após o parto durante pelo menos uma hora. 

O POSICIONAMENTO CORRETO PARA AMAMENTAR:

Existem várias posições para amamentação e em todas elas é importante que a cabeça e o tronco do bebê estejam alinhados, a boca bem  de frente a região do mamilo, manter o  corpinho do bebê próximo e voltado para a mãe (tipo barriga com barriga) e por fim, apoiar o bebê no pescoço, ombros e apoiar suas nádegas.
Abaixo segue as imagens das posições que poderão ser adotadas.










*créditos de imagens: google imagens.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Vaginismo

Segue abaixo entrevista cedida ao site Bolsa de Mulher pela Professora Maria Angélica Alcides, a qual eu tive o prazer de conhecer pessoalmente através de um curso. Seu trabalho junto ao projeto AFRODITE é uma referência nacional no assunto. Aproveite a leitura e elimine seus tabus!

No começo parece um incômodo, algo passageiro. Mas aquela dorzinha no ato sexual logo torna-se um grande problema na sua vida e o prazer desaparece. Ao contrário do que pode parecer, o vaginismo não é uma “frescura”, mas um distúrbio sexual grave, que - felizmente! - tem tratamento quando diagnosticado corretamente.
Cerca de 5% da população feminina já sofreu ou vai sofrer com algum grau de vaginismo, que é caracterizado pela contração involuntária dos músculos da região pélvica e do canal vaginal, que impossibilita a penetração. De olho no aumento dos casos, que subiram 80% de 2005 a 2010, o Projeto Afrodite, núcleo de sexualidade feminina da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), criou o CATVA – Centro de Atendimento ao Vaginismo.

O vaginismo é dividido em 3 tipos: primário, secundário ou situacional, e que o distúrbio acontece por fatores psicológicos, que acabam interferindo na parte física da paciente. “É sempre muito importante desmistificar quaisquer fatores relacionados com o vaginismo”, destaca a coordenadora de fisioterapia do CATVA, Maria Angélica Alcides.

“O tratamento é sempre de caráter multiprofissional, com a presença de ginecologista especialistas em sexualidade, sexólogos, psicólogos especialistas em sexualidade e fisioterapeutas especialistas em saúde da mulher”, explica.

As classificações do vaginismo referem-se aos períodos em que as contrações se manifestaram. “Quando essa mulher sempre manifestou a dificuldade de ser penetrada, desde a iniciação sexual, chamamos de ‘primário’. O ‘vaginismo secundário’ é caracterizado quando essa mulher já teve momentos de atividade sexual normal com penetração peniana e por algum motivo ou trauma não consegue mais ter a relação com a penetração peniana”,
exemplifica Maria Angélica.

Há ainda o tipo situacional, quando a mulher apresenta episódios diferenciados quanto à presença de algum fator. “Pode ser por parceiro específico, tipo de objeto a ser penetrado (algumas dessas pacientes conseguem realizar exames ginecológicos e avaliação fisioterapêutica, por exemplo), local ou ambiente onde ocorre a prática sexual”, conta a fisioterapeuta.

O tratamento passa pela parte psicológica e pela fisioterapia. “Iniciamos o tratamento com sessões de relaxamento e conscientização corporal, fazendo com que essa mulher passe a se conhecer e a perceber as reações que estão acontecendo em seu corpo, para que essa possa começar a ter domínio sobre ele. É um tratamento que requer paciência de ambas as partes”, conclui Maria Angélica.

Fique atenta aos possíveis sintomas e procure seu ginecologista para ter mais informações caso identifique o problema.

- Fatores educacionais e/ou culturais: devido a uma criação repressora ou informações errôneas ou ausentes sobre relações sexuais;

- Religioso: onde o sexo é associado ao pecado (incontrolável sentimento de culpa);

- Dispareunia: dor persistente e recorrente ao ato sexual;

- Trauma sexual anterior: abusos ou estupros;

- Hostilidade à figura masculina: a paciente pode ter presenciado ou sofrido maus tratos durante a infância, adolescência ou até mesmo vida adulta;

É necessário ressaltar que nem toda dor durante o ato sexual pode ser levada ao Vaginismo... algumas pacientes possuem algum tipo de alteração devido a outros tipos de patologias!!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O que levar para a maternidade?

Alguns sites para gestantes colocam na internet uma opção de lista sobre o que levar para a maternidade, porém algumas listas são exageradas e acaba sendo desnecessário carregar tantas coisas assim. Então aqui fica uma sugestão de uma lista básica do que seria ideal para 48h de internação, considerando que esse é o tempo em media que a parturiente de um parto cesárea recebe alta médica.

Para o bebê:
- separe em embalagens plásticas 3 conjuntos de roupinhas contendo: 1 macacão ou calça, 1 camiseta ou body, 1 casaquinho, 1 par de meias e 1 cueiro.
- 1 manta
- 1 par de luvas
- 1 touca
- 2 pares de sapatinhos
- 1 conjunto de pente e escova macia.
- 2 fraldas de pano (para apoiar no ombro durante a amamentação)
- 2 fraldas de boca

Para o papai:
- 1 jogo de leçol e toalhas de banho (nem sempre o hospital oferece roupas de cama e banho para o acompanhante e as vezes cobram taxa extra por esse serviço)
- 1 pijama ou moleton confortável.
- produtos de higiene pessoal.

Para a mamãe:

- 3 camisolas ou pijamas com abertura frontal para facilitar a amamentação.
- 1 robe
- 2 sutiãs de amamentação.
- 4 calcinhas confortáveis.
- 1 prendedor de cabelo.
- 1 par de chinelo de tecido confortável
- 1 par de chinelo de borracha para o banho
- 1 roupa confortável para sair do hospital.
- produtos de higiene pessoal (sabonete, shampoo, hidratante, creme dental, escova de dentes, escova de cabelo, um pacote de absorvente noturno, 1 caixa de absorvente para seios, etc.)
- algumas mãe são orientadas a levar uma cinta de alta compressão para usar no pós parto, porém nos fisioterapeutas desaconselhamos o uso da cinta. É preciso que a musculatura abdominal exerça sua função ativamente livre da forte compressão imposta pela cinta. Uma calcinha alta (para proteger a cicatriz em caso de cesárea) seja o suficiente para esse primeiro momento.

Opcionais:

- lembranças do nascimento, enfeite de porta, maquina fotográfica, filmadora, baterias e pilhas, carregador de celular, etc.
- uma lista com os nomes e telefones das principais pessoas a serem avisadas do nascimento.